Muitos cientistas consideram que as células estaminais
embrionárias são ideais para tratar doenças
uma vez que se multiplicam consideravelmente e se podem diferenciar
em todas as células e tecidos do organismo.
Para evitar as barreiras éticas e políticas
que cercam as células estaminais retiradas dos embriões,
os cientistas estão à procura de fontes alternativas.
Medula óssea de adultos
Uma fonte promissora de células estaminais poderia
ser a medula óssea de um adulto. As células
estaminais da medula óssea dos adultos produzem normalmente
glóbulos vermelhos e células da medula óssea.
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Até há pouco tempo, os cientistas pensavam
que era impossível a estas células da
medula óssea "voltar atrás no tempo"
e reinventarem-se a elas próprias para produzirem
tipos de células completamente diferentes como,
por exemplo, células do cérebro, células
nervosas, do intestino ou da pele.
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No entanto, nos Estados Unidos os cientistas identificaram,
recentemente, uma célula estaminal da medula óssea
de adultos que pensam poder desenvolver-se noutro tipo de
células. "É algo de extraordinário",
afirma o perito em células estaminais Austin Smith
do Centre for Genome Research em Edimburgo, Reino Unido.
Não só as células estaminais retiradas
de um adulto com o seu consentimento seriam eticamente aceitáveis
para a maioria das pessoas e governos, como seriam também
melhores para os pacientes. Imagine que padece de uma doença
que está a matar as células do cérebro.
As células estaminais poderiam ser retiradas da sua
medula óssea, seriam manipuladas no laboratório
para se tornarem em células cerebrais e voltariam a
ser implantadas no seu cérebro - não existindo,
assim, uma rejeição imunitária do transplante.
Caso funcione, esta é uma perspectiva muito entusiasmante.
Os primeiros resultados parecem promissores, mas os cientistas
não tem conhecimento da versatilidade exacta das células
estaminais da medula óssea. Estão muito mais
confiantes acerca do que as células estaminais dos
embriões possam fazer.
Finalmente, tipos diferentes de células estaminais
poderiam resultar mais eficazmente em tratamentos de doenças
diferentes, por isso, a maioria dos cientistas optaria por
continuar a investigação de ambos os tipos.
Sangue placentário
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Uma última opção
como fonte de células estaminais é o sangue
do cordão umbilical que normalmente é eliminado
no parto. Algumas empresas oferecem-se agora para recolher
o sangue da placenta e, através de uma taxa, armazenam-no
caso a criança venha a adoecer.
Estas empresas defendem que as células
estaminais recolhidas desta forma podem ser utilizadas
para tratar problemas sanguíneos como, por exemplo,
leucemia e algumas perturbações genéticas
e imunitárias. No futuro, o sangue do cordão
umbilical poderá vir a ser uma fonte de células
estaminais para curar acidentes vasculares cerebrais,
a diabetes, a doença de Parkinson e a distrofia
muscular.
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A particularidade da recolha destas células é
que estas são retiradas sem afectar a mãe ou
a criança. São também 100% compatíveis
com o bebé caso este venha alguma vez a desenvolver
uma doença.
Além disso, estas empresas argumentam que o sangue
do cordão umbilical do bebé também poderá
também ser uma fonte de células estaminais compatíveis
com familiares do bebé - irmãos e irmãs,
pais e avós.
Por alguns milhares de dólares, o que lhe parece?
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